Retirada de fraldas

A retirada das fraldas de uma criança pequena, de aproximadamente 2 aninhos, pode ser um momento conturbado na vida familiar, pois gera muitas inseguranças nos pais e há uma cobrança real de que a criança cumpra as expectativas que depositamos nelas. Contudo este não precisa ser um processo doloroso.
Alguns passos e alternativas podem ser utilizados para que essa passagem se torne algo mais divertido e uma nova e gostosa aprendizagem para a criança.
Vamos observar algumas possibilidades:
  1. Devemos ter certeza de que a criança está madura fisiologicamente para essa transição, ou seja, se consegue reter a urina e as fezes e principalmente se consegue verbalizar o desejo de fazer xixi ou cocô. Geralmente este processo tem início por volta de 2 anos a 2 anos e meio e não é uma regra fixa, isso implica observação atenta dos pais e paciência.
  2. É importante que seja um processo progressivo e que a criança saiba o que está acontecendo. Explicar para a criança o que seguirá e colocá-la como peça central. Isso quer dizer que os pais devem conversar com a criança e valorizar seu crescimento, suas novas possibilidades e sua autonomia.
  3. Uma vez tomada a decisão é importante não voltar atrás, pois a criança pode entender o retrocesso como um fracasso seu e se retrair.
  4. Acessórios são bem vindos: penicos coloridos, com música atraem. Valorizar o local, com frases de efeito do tipo: nossa que penicão legal, o garotinho já cresceu e agora vai fazer xixi igual ao papai, ou se menina igual à mamãe.
  5. Recursos lúdicos que recompensem o acerto: pode ser carimbos, um caderninho, adesivos. O importante é valorizar ao máximo todas as vezes que a criança fizer xixi no penico ou no vaso, mesmo que tenha iniciado fazendo na calça. Bater palmas, parabenizar. Elogiar o cocô ou xixi também, pois para a criança suas fezes e urina são uma espécie de produção que colocam no mundo e não devem ser tratadas como algo ruim, mas como algo natural.
  6. Ter muita paciência: as crianças estão aprendendo e nesse processo errar é natural. Não repreender de forma agressiva; nem bater (jamais!), ou colocar a criança numa situação de insegurança. É importante sempre explicar qual é o lugar adequado e mesmo depois que fez na calça ou no chão, levar ao penico ou ao vaso como reforço.
  7. Saber que no início serão muitas calcinhas e cuecas sujas, por isso tenha uma reserva boa em casa. Calcinhas e cuequinhas com desenhos também estimulam.
  8. Adaptadores que são redutores são ótimas opções para quem sai com crianças, pois podem ser utilizados em qualquer lugar, com os devidos cuidados de higiene em banheiros públicos.
É importante lembrar que repreender nesse processo de aprendizagem pode gerar danos como prisão de ventre, etc.
No início é comum a criança sentir medo do cocô e é importante tranqüilizá-la quanto a isso, mostrando que não há o que temer.
Caso haja problemas sérios, o pediatra ou um psicólogo pode auxiliar, especialmente em casos em que há necessidade de retornar à fraldinha.
Paciência e cuidado aliados ao bom senso sempre ajudam muito!
Logo, logo essa autonomia só trará tranquilidade e alegria para a família.